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Romanos 13: 3 Erros Gravíssimos na Interpretação Mais Popular

  • há 8 horas
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Bíblia aberta em Romanos 13 com correntes quebradas ao lado, simbolizando a interpretação libertadora do texto paulino
Romanos 13 foi escrito para proteger uma comunidade vulnerável — não para acorrentar consciências ao poder.

Poucos textos na história do cristianismo causaram tanto dano quanto Romanos 13 mal interpretado. Durante séculos, esse capítulo foi brandido como uma espada pelos poderosos — reis, imperadores, colonizadores, ditadores — para silenciar qualquer voz que ousasse questionar a ordem estabelecida. O argumento era simples e brutal: "Deus colocou esta autoridade aqui. Quem resiste, resiste a Deus."


Mas há um problema enorme nessa leitura. Ela ignora o contexto histórico, o gênero literário, a audiência original de Paulo, e a totalidade da revelação bíblica. Em outras palavras: é uma interpretação que pega um texto verdadeiro e o transforma em mentira.


Neste artigo, vamos dissecar os 3 erros gravíssimos cometidos na interpretação mais popular de Romanos 13 — com rigor histórico, referências teológicas sólidas e honestidade intelectual. Ao final, você entenderá por que esse texto não é uma carta branca para a tirania, mas um chamado ético situado num momento histórico muito específico.


O Contexto Que Quase Ninguém Menciona


Antes de entrar nos erros, precisamos estabelecer o terreno: quem escreveu, para quem, quando e por quê.


Paulo de Tarso escreveu a Carta aos Romanos por volta do ano 57 d.C., provavelmente de Corinto, durante o reinado do imperador Nero. A comunidade cristã em Roma era composta principalmente por judeus convertidos e gentios que viviam numa cidade que era o coração político e militar do mundo antigo. Roma não era um contexto abstrato — era o Império que havia crucificado Jesus.


O teólogo alemão Ernst Käsemann, em seu comentário monumental sobre Romanos, destaca que Paulo não estava elaborando uma teoria política sistemática. Ele estava dando orientação pastoral a uma comunidade vulnerável que vivia sob suspeita constante. Os cristãos em Roma eram vistos como subversivos, associados a uma seita judaica que negava os deuses do Estado e recusava o culto ao imperador.


O historiador N.T. Wright, bispo anglicano e um dos maiores especialistas em Paulo do século XX, argumenta que Romanos 13 deve ser lido como estratégia de sobrevivência, não como teologia política definitiva. Em seu livro Paul and the Faithfulness of God (2013), Wright demonstra que Paulo estava, acima de tudo, prevenindo conflitos desnecessários que poderiam aniquilar a jovem comunidade cristã antes que ela pudesse cumprir sua missão.


Com esse terreno estabelecido, podemos entrar nos erros.


Erro Nº 1: Ignorar Que Paulo Estava Falando de Um Contexto Específico, Não de Uma Lei Universal Eterna


O primeiro e mais devastador erro é transformar uma instrução pastoral e contextual em uma doutrina política absoluta e atemporal.


Quando Paulo diz "toda alma se submeta às autoridades superiores", ele não está promulgando um princípio eterno que se aplica a qualquer governo em qualquer época. Ele está respondendo a uma situação concreta: cristãos em Roma, cidade do Império, que precisavam saber como se comportar para não provocar perseguições desnecessárias.


A Falácia da Universalização


O filósofo e teólogo Reinhold Niebuhr, em sua obra clássica The Nature and Destiny of Man (1941), critica severamente o que chama de "absolutismo ético ingênuo" — a tendência de pegar instruções contextuais das Escrituras e transformá-las em princípios universais independente de qualquer consideração histórica ou moral. Essa é exatamente a armadilha que a interpretação popular de Romanos 13 cai.


Para entender a profundidade do problema, considere: Paulo também instrui as mulheres a ficarem em silêncio nas igrejas (1 Coríntios 14:34) e os escravos a obedecerem aos seus senhores (Efésios 6:5). Ninguém hoje sustenta que essas instruções são leis divinas eternas sem qualificação alguma. Reconhece-se que Paulo estava respondendo a contextos culturais e sociais específicos. Por que Romanos 13 receberia tratamento diferente?


O teólogo brasileiro José Comblin, que viveu e trabalhou na América Latina durante as ditaduras militares, apontou em Teologia da Prática Pastoral que a universalização de Romanos 13 funcionou historicamente como ideologia — no sentido marxista do termo: um conjunto de ideias que serve para justificar e perpetuar relações de dominação existentes, apresentando-as como naturais e divinamente sancionadas.


O Próprio Paulo Contradiz a Leitura Absoluta


Aqui está um dado que os proponentes da "obediência absoluta ao governo" raramente mencionam: o próprio Paulo resistiu à autoridade repetidas vezes.


Em Atos 16, Paulo é preso ilegalmente em Filipos, e em vez de simplesmente aceitar e submeter-se, ele exige publicamente que os magistrados venham pessoalmente libertá-lo — uma afirmação de direitos que envergonhou as autoridades. Em 2 Coríntios 11:32-33, Paulo descreve como fugiu de Damasco para escapar de uma autoridade governamental que queria prendê-lo. Em Atos 5:29, Pedro e os apóstolos declaram explicitamente diante do Sinédrio: "É necessário obedecer a Deus antes que aos homens."


Se Romanos 13 ensinasse obediência absoluta ao Estado, Paulo seria o primeiro transgressor do seu próprio ensinamento. A conclusão lógica é que Paulo nunca pretendeu esse significado absoluto.


Mapa do Império Romano no século I dC com a cidade de Roma destacada no contexto da carta de Paulo
O Império Romano no tempo de Paulo: uma comunidade cristã vulnerável no coração do poder mundial.

Erro Nº 2: Confundir "Autoridade Instituída por Deus" com "Autoridade Aprovada por Deus"


O segundo erro é uma confusão semântica que tem consequências políticas enormes: interpretar "instituída por Deus" como equivalente a "aprovada, bênçeita e inquestionável por Deus".


A Distinção Teológica Crucial


Em português, como no grego original (tetagmenai — ordenadas, dispostas), o texto diz que as autoridades existentes foram ordenadas ou estabelecidas por Deus. Mas isso não significa que cada ato dessas autoridades reflete a vontade de Deus, nem que o próprio governante é moralmente reto.


O teólogo John Stott, em seu comentário sobre Romanos (The Message of Romans, 1994), faz uma distinção absolutamente crucial: Deus pode permitir que certas autoridades existam — até mesmo autoridades corruptas e injustas — como parte de sua providência soberana, sem que isso signifique que ele aprova ou endossa essas autoridades ou suas ações.


É o mesmo princípio que vemos no Antigo Testamento: Deus usou a Assíria para disciplinar Israel (Isaías 10:5), chamando-a de "vara da minha ira". Mas isso não significava que a crueldade assíria era santa. Na verdade, Isaías imediatamente anuncia o julgamento que viria sobre a Assíria por sua arrogância e brutalidade. Deus usa instrumentos imperfeitos e pecaminosos — isso não os torna perfeitos ou imunes ao julgamento.


A História Do Abuso Deste Erro


As consequências históricas desse erro de interpretação são sombrias e bem documentadas.

Na Alemanha Nazista: Em 1933, a maioria das igrejas protestantes alemãs — reunidas sob o nome de "Deutsche Christen" (Cristãos Alemães) — invocou Romanos 13 para justificar a obediência ao regime de Hitler. O pastor e teólogo Dietrich Bonhoeffer, que eventualmente deu sua vida resistindo ao nazismo, escreveu com angústia sobre essa traição. Em sua obra Ética (publicada postumamente em 1949), Bonhoeffer argumentou que quando o Estado se corrompe a ponto de destruir a vida humana e a justiça, a Igreja não apenas pode, mas deve resistir. Bonhoeffer foi executado em abril de 1945, a apenas semanas do fim da guerra.


No Colonialismo: Os colonizadores europeus, da América às Américas, da África à Ásia, usaram Romanos 13 para ensinar às populações colonizadas que a submissão ao poder colonial era uma virtude cristã. Os colonizados que resistiam eram apresentados não apenas como rebeldes políticos, mas como pecadores que resistiam à ordenação divina. O filósofo e psiquiatra martinicano Frantz Fanon, em Os Condenados da Terra (1961), descreve essa colonização espiritual como um dos instrumentos mais eficazes de dominação: convencer o oprimido de que sua opressão é sagrada.


Na Escravidão nos Estados Unidos: Os proprietários de escravos nos Estados Unidos eram prolíficos citadores de Romanos 13 e passagens similares. O abolicionista Frederick Douglass, ele próprio um ex-escravizado, descreveu em sua autobiografia (Narrative of the Life of Frederick Douglass, 1845) como a "religião dos escravizadores" usava a Bíblia para manter as correntes. Douglass fez uma distinção demolidora entre o "Cristianismo desta terra" — que justificava a escravidão — e o "Cristianismo de Cristo" — que a condenava.


No Brasil Colonial e Imperial: No Brasil, bispos e padres invocaram textos como Romanos 13 para justificar a escravidão durante séculos. O padre Antônio Vieira, paradoxalmente um dos maiores oradores barrocos e defensor relativo dos indígenas, ainda assim produziu sermões que exortavam os escravizados africanos à resignação, enquadrando seu sofrimento como participação no sofrimento de Cristo. A instrumentalização teológica da submissão foi um pilar do sistema escravocrata brasileiro.


O Que o Texto Realmente Diz Sobre o Propósito da Autoridade


O próprio Romanos 13 contém os critérios pelos quais uma autoridade pode ser considerada legítima. Paulo diz nos versículos 3 e 4 que o governante deve ser "ministro de Deus para o bem" e "servo de Deus, vingador para castigar o que faz o mal." Em outras palavras, a autoridade é legitimada por sua função — proteger o bem e punir o mal.


O filósofo político John Locke, em seu Segundo Tratado sobre o Governo Civil (1689), elaborou a teoria do contrato social parcialmente em diálogo com essa tradição teológica: a autoridade legítima deriva de sua função de proteger os direitos naturais dos cidadãos. Quando ela inverte essa função — tornando-se ela mesma uma fonte de violência e injustiça — ela perde sua legitimidade. Locke argumentava que foi precisamente a tradição cristã, bem interpretada, que fundamentava o direito à resistência.


A questão que Romanos 13 jamais pretendeu responder é: O que fazer quando a autoridade se torna ela mesma uma fonte de injustiça sistemática? Para essa pergunta, Paulo não oferece resposta direta — e assumir que seu silêncio equivale a "obedeça mesmo assim" é um erro de leitura monumental.


Bíblia aberta sobre uma mesa de pedra, com correntes enferrujadas quebradas sobre as páginas.
Bíblia aberta sobre uma mesa de pedra, com correntes enferrujadas quebradas sobre as páginas.

Erro Nº 3: Ler Romanos 13 em Isolamento do Resto da Bíblia


O terceiro erro é talvez o mais comum entre leitores bem-intencionados mas apressados: tratar Romanos 13 como se fosse a única e definitiva palavra da Bíblia sobre a relação entre fé e autoridade.


A Bíblia Está Cheia de Resistência ao Poder


Qualquer teologia bíblica honesta sobre a relação com a autoridade precisa integrar um corpus enorme de textos que apontam em direção bem diferente de Romanos 13 lido isoladamente.


Êxodo: As parteiras egípcias Sifrá e Puá desobedecem ao Faraó para salvar bebês hebreus (Êxodo 1:15-21). O texto não as condena — ele as elogia e diz que "Deus lhes fez bem." Moisés inteiro é uma narrativa de resistência ao poder estabelecido.


Daniel: O livro de Daniel é um manual de resistência não-violenta ao totalitarismo. Daniel recusa comer os alimentos do rei (Daniel 1). Sadraque, Mesaque e Abednego recusam adorar a estátua de Nabucodonosor e vão para a fornalha (Daniel 3). O próprio Daniel continua orando a Deus apesar do decreto de Dario (Daniel 6). Em nenhum desses casos o texto apresenta a obediência ao governante como virtude suprema.


Apocalipse: Se há um livro da Bíblia que está nos antípodas de uma leitura ingênua de Romanos 13, é o Apocalipse. Roma aparece ali como "Babilônia a Grande" (Apocalipse 17-18), uma prostituta embriagada com o sangue dos santos. O Apocalipse foi escrito para comunidades cristãs que sofriam perseguição sob o Império Romano — e em vez de exortá-las à submissão, o livro as chama a resistência e fidelidade, prometendo que os impérios opressores serão julgados por Deus.


O teólogo Richard Bauckham, em seu livro The Theology of the Book of Revelation (1993), argumenta que Apocalipse funciona como um "contra-imaginário" ao Império: ele desvela a verdadeira natureza do poder imperial — que se apresenta como divino e eterno — como algo frágil, corrompido e destinado à queda.


Paulo Mesmo Em Outros Textos


O próprio Paulo em outros textos oferece uma visão muito mais complexa sobre o poder. Em 1 Coríntios 2:6-8, ele fala dos "príncipes deste século" que "crucificaram ao Senhor da glória" — uma referência tanto às autoridades romanas quanto às potências espirituais que as animam. Paulo não era ingênuo sobre a natureza do poder.


Em Efésios 6:12, Paulo diz que "não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século." Para Paulo, as estruturas de poder humano não são neutras — elas podem ser colonizadas por forças que se opõem ao reino de Deus.


O teólogo Walter Wink, na sua trilogia sobre os Poderes (Naming the Powers, 1984; Unmasking the Powers, 1986; Engaging the Powers, 1992), desenvolve uma das análises mais sofisticadas desta tensão paulina. Wink argumenta que as "autoridades e potestades" de Paulo referem-se tanto à dimensão espiritual quanto à institucional do poder. Toda instituição humana tem uma "espiritualidade interior" que pode ser orientada para o bem ou para o mal. A tarefa do cristão não é submissão cega, mas discernimento crítico — apoiar quando o poder serve ao bem, resistir quando ele serve ao mal.


A Integração Hermenêutica


Uma hermenêutica bíblica responsável — a arte e ciência de interpretar textos sagrados — exige que qualquer passagem seja lida à luz da totalidade das Escrituras e de seu princípio organizador central. Para o Novo Testamento, esse princípio é Jesus Cristo e o Reino de Deus que ele proclamou.


O teólogo e exegeta Ulrich Luz, em seu monumental comentário sobre Mateus, observa que o "Sermão da Montanha" (Mateus 5-7) fornece o código ético fundamental de Jesus — e esse código inclui amor aos inimigos, cuidado com os marginalizados e uma justiça que "exceda a dos escribas e fariseus." Qualquer leitura de Romanos 13 que produza resultados contrários a esses valores centrais deve ser questionada.


Quando o evangelho de Lucas apresenta Maria cantando o Magnificat — "derrubou os poderosos dos seus tronos e exaltou os humildes" (Lucas 1:52) — não está descrevendo uma teologia de submissão passiva ao poder. Está proclamando que o movimento de Deus na história frequentemente vai contra as estruturas de poder estabelecidas, não a favor delas.


Bíblia aberta com versículo isolado destacado em vermelho representando leitura fora de contexto bíblico
Ler um versículo arrancado do contexto é como julgar um filme pelo trailer.

Então O Que Romanos 13 Realmente Ensina?


Após desfazer os três erros gravíssimos, podemos olhar o texto com mais clareza.

Romanos 13:1-7 ensina que:


1. O poder civil tem uma função legítima. O Estado não é inerentemente satânico. Paulo reconhece que estruturas de governo — quando funcionam como deveriam — protegem o bem, punem o mal e mantêm a ordem que permite a vida humana florescer. Isso é teologicamente válido e continua sendo.


2. Cristãos não devem ser agentes de caos ou desordem desnecessária. A comunidade cristã em Roma precisava de sabedoria para não se tornar um foco de rebelião que acabaria com o movimento inteiro. Há uma diferença entre resistência profética e provocação imprudente.


3. A obediência civil tem limites. Os próprios critérios que Paulo oferece — o governante como "ministro de Deus para o bem" — implicam que quando o governante se torna ministro do mal, o fundamento da obediência desaparece. O texto mesmo contém sua própria limitação, que a interpretação popular ignora convenientemente.


4. O contexto maior é o amor. Imediatamente após os versículos sobre a autoridade, Paulo escreve: "A ninguém devais coisa alguma, senão o amor mútuo" (Romanos 13:8). O amor ao próximo — que inclui o amor ao oprimido, ao vulnerável, ao perseguido — é o princípio superior que envolve e qualifica qualquer instrução sobre submissão ao Estado.


O teólogo e mártir sul-africano Beyers Naudé, que rompeu com a Igreja Reformada Holandesa quando ela usou a Bíblia para justificar o apartheid, disse uma vez: "Quando a Igreja usa a Escritura para oprimir, está traindo tanto a Escritura quanto o Deus de quem ela fala."


Conclusão: Um Texto Que Merece Melhor Do Que Nós Demos a Ele


Romanos 13 não é, nunca foi, e nunca deveria ser uma carta branca para a tirania.

Paulo escreveu para uma comunidade específica, num momento específico, com preocupações pastorais específicas. Ele nunca imaginou que suas palavras seriam usadas para justificar o Holocausto, a escravidão transatlântica, o colonialismo europeu ou as ditaduras latino-americanas. E se pudesse ver como seu texto foi usado, reconheceríamos o horror em seu rosto — o mesmo horror com que ele escreveu sobre os que "pervertem o evangelho de Cristo" (Gálatas 1:7).


A tradição cristã, em seus melhores momentos, sempre soube que fé e obediência ao poder não são sinônimos. Soube isso nas catacumbas de Roma, quando os cristãos recusavam adorar ao imperador. Soube isso com Bonhoeffer na Alemanha nazista. Soube isso com Oscar Romero em El Salvador, assassinado em 1980 enquanto celebrava a missa porque sua voz profética incomodava os poderosos. Soube isso com Martin Luther King Jr., que era um pastor batista que desobedeceu leis injustas invocando uma lei mais alta.

A tarefa da Igreja hoje é recuperar uma leitura de Romanos 13 que seja fiel ao texto, honesta com a história e comprometida com o evangelho do Reino — um Reino onde os últimos são os primeiros, os pobres são bem-aventurados e o poder é exercido como serviço, não como dominação.


Isso exige mais do que leitura apressada de versículos isolados. Exige o que os reformadores chamavam de tota scriptura — toda a Escritura, lida em seu contexto, à luz de seu centro que é Jesus Cristo.


Qualquer outro caminho nos deixa com um "evangelho" que justifica o opressor e condena a vítima. E isso, como Paulo mesmo diria, não é evangelho nenhum.


Referências Bibliográficas


Fontes Primárias

  • PAULO DE TARSO. Carta aos Romanos. In: Bíblia Sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida. Sociedade Bíblica do Brasil, 1969.

  • PAULO DE TARSO. Carta aos Efésios; Carta aos Coríntios; Carta aos Gálatas. In: Bíblia Sagrada. Edições diversas.

  • PAULO DE TARSO. Carta de Atos dos Apóstolos (referências à resistência de Paulo). Diversas edições.


Teologia e Exegese Bíblica

  • BAUCKHAM, Richard. The Theology of the Book of Revelation. Cambridge: Cambridge University Press, 1993.

  • BONHOEFFER, Dietrich. Ética. Tradução Ilson Kayser. São Leopoldo: Sinodal, 2005. (Original: Ethik, 1949.)

  • COMBLIN, José. Teologia da Prática Pastoral. Petrópolis: Vozes, 1998.

  • KÄSEMANN, Ernst. Commentary on Romans. Grand Rapids: Eerdmans, 1980.

  • LUZ, Ulrich. Matthew 1–7: A Commentary. Minneapolis: Fortress Press, 2007.

  • STOTT, John R.W. The Message of Romans: God's Good News for the World. Leicester: Inter-Varsity Press, 1994.

  • WINK, Walter. Naming the Powers: The Language of Power in the New Testament. Philadelphia: Fortress Press, 1984.

  • WINK, Walter. Unmasking the Powers: The Invisible Forces That Determine Human Existence. Philadelphia: Fortress Press, 1986.

  • WINK, Walter. Engaging the Powers: Discernment and Resistance in a World of Domination. Minneapolis: Fortress Press, 1992.

  • WRIGHT, N.T. Paul and the Faithfulness of God. Minneapolis: Fortress Press, 2013.


Filosofia Política e Ética

  • FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. Tradução Enilce Albergaria Rocha e Lucy Magalhães. Juiz de Fora: Editora UFJF, 2005. (Original: Les Damnés de la Terre, 1961.)

  • LOCKE, John. Segundo Tratado sobre o Governo Civil. Tradução Magda Lopes e Marisa Lobo da Costa. Petrópolis: Vozes, 1994. (Original: Second Treatise of Government, 1689.)

  • NIEBUHR, Reinhold. The Nature and Destiny of Man: A Christian Interpretation. 2 vols. New York: Scribner, 1941-1943.


Narrativas Históricas e Autobiográficas

  • DOUGLASS, Frederick. Narrative of the Life of Frederick Douglass, an American Slave. Boston: Anti-Slavery Office, 1845. (Domínio público; disponível digitalmente.)

  • NAUDÉ, Beyers. My Land, My People: The Memoir of a South African Rebel. Johannesburg: Ravan Press, 1995.


Para Aprofundamento

  • BRUEGGEMANN, Walter. The Prophetic Imagination. Philadelphia: Fortress Press, 1978.

  • ELLUL, Jacques. The Subversion of Christianity. Grand Rapids: Eerdmans, 1986.

  • KING, Martin Luther Jr. Letter from Birmingham Jail (1963). Disponível em domínio público.

  • SEGUNDO, Juan Luis. The Liberation of Theology. Maryknoll: Orbis Books, 1976.

  • YODER, John Howard. The Politics of Jesus. Grand Rapids: Eerdmans, 1972.


Dietrich Bonhoeffer pregando representando a resistência cristã ao totalitarismo baseada no evangelho
Bonhoeffer, Romero, King — cristãos que entenderam que fidelidade ao evangelho exige coragem diante do poder.

Este artigo foi produzido para o blog Reflexões do Evangelho, comprometido com uma leitura séria, contextualizada e fiel das Escrituras. Compartilhe se este conteúdo te ajudou a pensar com mais profundidade sobre a fé.


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