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Viver a Missão no Cotidiano: Ser a Luz em Meio à Comunidade

O Evangelho começa à mesa.
O Evangelho começa à mesa.

1. Introdução: O Chamado para Ser Sal e Luz


1.1. O Chamado de Jesus em Mateus 5:13-16

"Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo..." (Mateus 5:13-14)

Essas metáforas não foram escolhidas por acaso. Elas falam de presença e influência ativa. O sal não serve de nada enquanto está guardado no pote; ele precisa ser aplicado na comida. A luz não é útil se está escondida debaixo do alqueire (v.15). O chamado é claro: estar no meio das pessoas, transformando o ambiente ao nosso redor.


Sal, no contexto hebraico, era símbolo de:

  • Aliança (Levítico 2:13 – "sal da aliança do teu Deus"),

  • Preservação – simboliza a resistência contra a corrupção moral e espiritual,

  • Sabor – traz sentido, interesse, alegria à vida.


Luz, por sua vez, remete diretamente à revelação de Deus:

  • “A tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho.” (Salmo 119:105)

  • “Levanta-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti.” (Isaías 60:1)


O sal age invisivelmente, de forma sutil, penetrante. A luz age visivelmente, de forma clara, direta. Ambos representam duas dimensões da missão cristã: a presença silenciosa e fiel, e o testemunho público e visível.


1.2. A Missão Encarnacional de Deus

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós...” (João 1:14)

Esse é o modelo máximo da missão cristã: Deus se aproximando da humanidade de maneira visível, relacional e presente. Ele não redimiu o mundo à distância. Ele entrou em nossa realidade. A teologia chama isso de missio Dei — a missão de Deus, que é trinitária, encarnacional e relacional.


A encarnação é o padrão da missão.


  • Jesus tocou os leprosos (Lucas 5:13)

  • Chorou com os enlutados (João 11:35)

  • Sentou-se para comer com pecadores (Mateus 9:10)

  • Fez amizade com samaritanos (João 4)

  • Visitou casas (Lucas 19:5 – Zaqueu)


Essa presença ativa é o que Ele espera dos Seus discípulos. Não uma igreja escondida em quatro paredes, mas um povo que se mistura, que caminha, que ouve, que compartilha.


1.3. Shalom (שָׁלוֹם): O Propósito Final da Missão


A palavra "shalom" é muito mais que "paz" no sentido moderno. No pensamento hebraico, shalom envolve:


  • Plenitude

  • Bem-estar integral

  • Harmonia nos relacionamentos

  • Justiça restauradora

  • Reintegração comunitária


É por isso que Isaías 52:7 diz:

“Quão formosos são, sobre os montes, os pés do que anuncia as boas novas, que faz ouvir a paz [shalom]…”

Levar o shalom de Deus é mais do que “evangelizar” com palavras. É encarnar a reconciliação: entre Deus e os homens, entre pessoas, entre homem e criação. Por isso, comer com não-cristãos, frequentar os mesmos lugares, ter hobbies em comum, conviver com colegas de trabalho não é perda de tempo — é campo missionário legítimo.


1.4. Exemplos Bíblicos de Missão Encarnacional


José no Egito – Um hebreu que viveu no meio dos egípcios e foi bênção para eles (Gênesis 41:38-41).

Daniel na Babilônia – Um homem de Deus que participou da cultura, sem se contaminar (Daniel 1:8), influenciando reis e impérios.

Ester na Pérsia – Uma mulher que usou sua posição cultural para salvar seu povo (Ester 4:14).

Jesus na Galileia – O Messias que não se escondeu no templo, mas foi ao mercado, aos campos, aos lares.


Conclusão da Introdução: A Missão Começa Onde Você Está


Não é preciso atravessar o oceano para ser missionário. Basta atravessar a rua. A verdadeira espiritualidade é encarnada, relacional e diária.


O teólogo Lesslie Newbigin, missionário na Índia, escreveu:

“A missão cristã não é apenas levar pessoas a crerem em certas doutrinas, mas levá-las a experimentar uma nova forma de vida no meio da velha.”

Transição para os próximos pontos do sermão:O que isso significa na prática? Como viver isso em nosso cotidiano? Como seguir o exemplo de Cristo de forma intencional em nossa rotina? A resposta começa ao redor da mesa, com um “olá”, um convite, uma conversa. Missão não começa com um microfone — começa com um relacionamento.


Você é a luz do mundo... onde a cidade não pode esconder quem brilha.
Você é a luz do mundo... onde a cidade não pode esconder quem brilha.

2. Comer com Não-Cristãos: Um Ato de Missão


2.1. A Mesa como Lugar de Encontro no Mundo Bíblico


Na cultura do Antigo Oriente, comer com alguém era um ato sagrado. Não se comia com qualquer um. Era um gesto de:


  • Aliança (Êxodo 24:11 — Moisés e os anciãos “viram a Deus, e comeram e beberam”)

  • Comunhão

  • Reconciliação (Lucas 15:23 — O pai mata o novilho cevado para o filho que volta)

  • Hospitalidade e honra


No hebraico, o verbo “'akal” (אָכַל) significa “comer”, mas também pode ser usado para descrever participação e comunhão. Em contextos sagrados, o ato de comer sela relacionamentos (cf. Salmo 23:5 – “Preparas uma mesa perante mim…”).


Jesus sabia disso. Por isso Ele intencionalmente usava a mesa como instrumento de ministério.


2.2. O Escândalo da Mesa de Jesus (Mateus 9:10-13)

“E sucedeu que, estando Ele em casa, à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores, e sentaram-se com Jesus e seus discípulos...” (v.10)

Jesus rompeu com os padrões religiosos do seu tempo. Os fariseus seguiam uma lógica de separação cerimonial, mas Jesus operava com uma lógica de missão redentora. Ele comia com pecadores não porque aprovava seus pecados, mas porque desejava curar suas feridas.

A resposta de Jesus aos fariseus é definitiva:

“Misericórdia quero, e não sacrifício.” (v.13; cf. Oséias 6:6)

Essa frase em hebraico é poderosa: חֶסֶד אָפֵץ וְלֹא־זָבַח(chesed afetz velo zavach)

  • Chesed: misericórdia, lealdade, compaixão profunda

  • Zavach: sacrifício ritual


Jesus está dizendo: Deus se interessa mais por relacionamentos vivos do que por rituais mortos.


2.3. O Evangelho Segundo Lucas: A Teologia das Refeições


Lucas é conhecido como o evangelho das refeições. Ele mostra Jesus “indo para uma refeição, comendo, ou saindo de uma refeição”.


Exemplos:

  • Lucas 5:27-32 – Banquete na casa de Levi, o publicano

  • Lucas 7:36-50 – Jesus come na casa do fariseu Simão, e é ungido por uma pecadora

  • Lucas 14:1-24 – Parábola do Grande Banquete

  • Lucas 19:1-10 – Janta com Zaqueu

  • Lucas 24:30 – Jesus parte o pão com os discípulos em Emaús


Cada refeição era um ato de missão. A mesa era o lugar onde:

  • O Reino era revelado

  • As barreiras eram quebradas

  • Os marginalizados eram incluídos

  • O amor se tornava tangível


2.4. Aplicação Prática: A Missão Começa na Cozinha

“Convidem seus vizinhos e colegas não-cristãos para comer em sua casa.”

Parece simples? Porque é. Mas é profundamente poderoso.


  • Quando você abre sua casa, você está abrindo seu coração.

  • Quando você parte o pão, você está compartilhando a vida (lechem = pão = vida compartilhada).

  • Quando você escuta com atenção, você está comunicando dignidade.


Exemplo real: Em Atos 2:46, a igreja primitiva "partia o pão em casa, com alegria e singeleza de coração", e o Senhor lhes acrescentava os que iam sendo salvos. A missão estava no cotidiano.


2.5. A Hospitalidade como Prática Espiritual

“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, sem o saber, hospedaram anjos.” (Hebreus 13:2)

Hospitalidade, do grego “philoxenia” (φιλοξενία) = amor ao estranho.O cristão não é chamado a apenas tolerar o diferente, mas a amar o estranho com intencionalidade.


Conclusão do Ponto 2: A Mesa é o Altar da Missão


Na teologia de Jesus, a mesa substitui o púlpito, o pão substitui o sermão, a presença substitui o argumento.E quando fazemos isso, o Reino se manifesta. Pecadores se arrependem. Corações são curados. Lares são salvos.


Transição para o Ponto 3: Caminhar, Ouvir e Conectar


Jesus não apenas comia com as pessoas. Ele caminhava com elas, perguntava, ouvia, frequentava os mesmos lugares. A missão segue além da mesa: ela se espalha no caminho. E é isso que veremos no próximo ponto.


Na mesa com pecadores: o evangelho partilhado no partir do pão.
Na mesa com pecadores: o evangelho partilhado no partir do pão.

3. Caminhar ao Lado das Pessoas: Uma Vida de Proximidade


Na Bíblia, o ato de “caminhar junto” vai além da simples locomoção. Ele representa vida compartilhada, relacionamento intencional e discipulado encarnado. Desde o início, Deus se revela como um Deus que caminha com o ser humano.


3.1. A caminhada como símbolo bíblico de comunhão


Logo no Gênesis, lemos que “Deus andava no jardim ao entardecer” (Gênesis 3:8). A palavra hebraica aqui é "halak" (הָלַךְ) — andar, seguir, caminhar. Esse verbo aparece centenas de vezes no Antigo Testamento para expressar a vida piedosa: “Andar com Deus”.


  • Enoque andou com Deus (Gênesis 5:24).

  • Noé andou com Deus (Gênesis 6:9).

  • Abraão foi chamado a andar na presença de Deus (Gênesis 17:1).


No Novo Testamento, Jesus também adotou esse modelo relacional.


3.2. O Caminho de Emaús — Lucas 24:13-35


O relato da estrada para Emaús é um retrato vívido de como o próprio Cristo interage conosco em momentos de dúvida, tristeza e confusão.

“E aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles.” (Lucas 24:15)

Jesus não apareceu num púlpito, nem num momento místico no templo — Ele caminhou com eles. Ele ouviu suas dores, fez perguntas, deu tempo para que desabafassem... e depois abriu as Escrituras. Isso é discipulado relacional. Essa é a pedagogia do Reino.


3.3. Aplicação prática: Viver com presença intencional


Muitos cristãos querem evangelizar, mas vivem desconectados da vida real das pessoas. Jesus não nos chamou para sermos apenas voz no púlpito, mas presença nas calçadas.


👉 Ande pelo seu bairro. Olhe nos olhos das pessoas. Cumprimente. Pergunte o nome dos cachorros, das crianças. Pergunte como estão.


👉 Caminhar também pode significar frequentar os mesmos lugares: o mesmo mercadinho, a mesma padaria, a mesma feira. Isso cria reconhecimento e confiança.


👉 Construa pontes de humanidade antes de querer transmitir verdades espirituais.

Como disse o teólogo Michael Frost:

“Missão não é apenas enviar alguém com um folheto, mas encarnar Cristo em nossos ritmos cotidianos.”

3.4. Caminhar é discipulado — e discipulado exige tempo


Discipulado, no modelo de Jesus, era literalmente seguir o Mestre pelas estradas, pelas vilas, pelas casas. Não se tratava de uma aula semanal, mas de vida na vida.


Hoje, isso pode significar:

  • Ir com um vizinho ao hospital.

  • Ajudar um colega de trabalho em mudança.

  • Acompanhar uma mãe solteira no supermercado.


Caminhar com as pessoas é um ato profético num mundo de pressa e isolamento.


Transição para o Ponto 4: Viver com Regularidade, Compartilhar Hobbies, Construir Pontes


No próximo ponto, veremos como amizade genuína e constância nos relacionamentos com não-cristãos é um terreno fértil para o Espírito Santo agir. Hobbies, lazer, trabalho e serviço são chaves espirituais para transformar realidades.


Caminhar com as pessoas é um ato profético num mundo de pressa e isolamento.
Caminhar com as pessoas é um ato profético num mundo de pressa e isolamento.

4. Viver Entre as Pessoas: A Constância que Testemunha


Cristãos não foram chamados para viver em bolhas espirituais, mas para ser sal em contato com a carne — sal longe da comida é apenas um pó branco sem função. A missão cristã é vivida em meio à sociedade, com constância, naturalidade e presença intencional.


4.1. Vá aos Mesmos Lugares: A Espiritualidade da Frequência


Jesus retornava às mesmas casas, cidades e comunidades. A Bíblia menciona que Ele frequentava Betânia, Cafarnaum e Jerusalém repetidamente. Por quê? Porque vínculos são fortalecidos pela constância.

“Jesus amava Marta, a irmã dela e Lázaro.” (João 11:5)“Todos os dias ensinava no templo...” (Lucas 19:47)

Aplicação prática:

  • Vá à mesma padaria, ao mesmo salão, à mesma feira.

  • Frequente os mesmos eventos da cidade.

  • Seja uma presença familiar na vizinhança.


Por quê? Porque relacionamento não nasce do acaso. Ele cresce com repetição, cuidado e tempo. E é dentro dessa constância que portas se abrem para conversas espirituais autênticas.


4.2. Compartilhe Hobbies com Não-Cristãos

“A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor...” (Romanos 13:8)

A vida cristã não é uma lista de obrigações sagradas, mas uma expressão de amor. E amor anda de bicicleta, joga futebol, toca violão, planta, pinta, cozinha.


Cristãos precisam aprender a viver com leveza, não com superioridade moral.

Jesus era convidado para festas. Isso diz algo.

“Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizem: ‘Aí está um comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores!’” (Lucas 7:34)

Isso não é escândalo, é missão. Ele estava onde as pessoas estavam.


Aplicação prática:

  • Participe de um grupo de caminhada do bairro.

  • Vá jogar bola com colegas que não são da igreja.

  • Aceite o convite para o churrasco do vizinho.


E quando for, não vá como quem tem uma agenda oculta. Vá como quem ama.


4.3. Relacionamentos no Trabalho: O Lugar Onde a Missão Vive em Silêncio

“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor e não aos homens.” (Colossenses 3:23)

O local de trabalho é, para muitos, o único lugar de contato com o evangelho. Você pode ser o único cristão ali. Então, viva de tal forma que sua vida pregue antes mesmo da sua boca abrir.


Práticas simples que transformam ambientes:

  • Ore silenciosamente por seus colegas.

  • Pergunte como estão se sentindo.

  • Convide para um café fora do expediente.

  • Demonstre interesse pelo que importa para eles.


Não precisamos “evangelizar” com discursos agressivos.

Como disse São Francisco de Assis: “Pregue o evangelho o tempo todo. Se necessário, use palavras.”

4.4. Seja Voluntário: Sirva Junto com os que Não Conhecem a Cristo

Jesus lavou os pés. Jesus curou os doentes. Jesus alimentou multidões.

“O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir.” (Mateus 20:28)

Voluntariado é uma linguagem universal. Quando você serve, você constrói pontes. E pontes não se constroem no púlpito, mas no chão da vida.


Exemplo prático:

  • Participe de ações com ONGs, eventos da prefeitura, mutirões de limpeza, apoio a moradores de rua.

  • Convide vizinhos e colegas para irem com você.

  • Seja luz enquanto carrega tijolos. Seja sal enquanto entrega marmitas.


4.5. Ame a Cidade, Sirva Seus Vizinhos

“Buscai a paz da cidade... e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz.” (Jeremias 29:7)

Missão não é só trazer pessoas à igreja. Missão é levar o Reino até onde as pessoas estão.

Vá até o quartel dos bombeiros e pergunte:

“Como posso ajudar vocês?” Vá até a escola do seu bairro e diga:“Tenho tempo livre. Como posso servir aqui?”Procure a associação de moradores. Conheça as dores do seu bairro. Ouça. Ore. Sirva.
A missão floresce onde há amor prático.
A missão floresce onde há amor prático.
A missão floresce onde há amor prático.

5. Hobbies e Amizades com Não-Cristãos: A Missão do Dia a Dia


No mundo atual, em que a vida é cada vez mais segmentada e os grupos sociais muitas vezes estão isolados em suas bolhas de crenças e opiniões, a missão de Cristo se torna ainda mais relevante e necessária. O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 9:22, nos ensina um princípio crucial para a missão cristã: “Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns.” Essa frase é um lembrete de que a missão não se resume apenas a falar sobre Jesus em púlpitos ou eventos formais. Ela acontece no cotidiano, nos lugares onde convivemos com os outros e onde nos tornamos uma presença ativa e transformadora.


5.1. O Significado de "Fazer-se Tudo para Todos"


O contexto em que Paulo disse isso foi no meio de uma discussão sobre liberdade cristã e como ele estava disposto a abrir mão de seus próprios direitos e confortos para alcançar os outros. Não se tratava de um ato de conformismo, mas de uma estratégia missionária, uma abordagem intencional que via as pessoas não como uma massa distante, mas como indivíduos com realidades e experiências únicas.


Em termos práticos, essa abordagem se aplica de forma especial a atividades cotidianas e hobbies. Quando Paulo diz "fiz-me tudo para todos", ele não está sugerindo uma mudança de identidade ou caráter, mas um alinhamento com o coração das pessoas. Ou seja, ele se coloca no lugar delas, se envolve com elas, seja no esporte, na música, no trabalho ou em qualquer outra esfera onde eles estejam. Ele se faz próximo, para ser ouvido, visto e para ter a oportunidade de compartilhar sua fé de forma genuína.


5.2. A Importância de Compartilhar Hobbies


Os hobbies são uma forma poderosa de criar conexões genuínas. Todos nós temos interesses e paixões que nos unem a outras pessoas. Seja praticando esportes, jogando jogos de tabuleiro, indo a shows ou simplesmente apreciando um bom livro ou filme, há uma imensa oportunidade de evangelismo nesses momentos informais. Em um contexto de hobby, as barreiras naturais que podem existir em conversas sobre fé ou religião muitas vezes desaparecem. As pessoas estão mais abertas para trocar experiências de vida quando estão se divertindo ou se relaxando, e isso cria um ambiente propício para diálogos profundos e transformadores.


Em 1 Pedro 3:15, somos exortados a estar "sempre preparados para responder a qualquer um que vos pedir a razão da esperança que há em vós." Os hobbies e interesses compartilhados criam um espaço onde, de forma natural, podemos responder a essa pergunta. Ao mostrar interesse genuíno pela vida e pelas questões daqueles ao nosso redor, estamos cumprindo o chamado de Cristo, que nos enviou para sermos sal e luz, não apenas em momentos de culto, mas em toda a nossa vida cotidiana.


5.3. Aplicação Prática: Abrindo Portas para Conversas Significativas


  1. Encontre Atividades em Comum: Participe de grupos de interesse ou clubes (como esportes, arte, leitura, etc.), onde você possa construir amizades genuínas com pessoas que não compartilham sua fé. Isso pode abrir portas para conversas mais profundas, que talvez não ocorreriam em um ambiente estritamente religioso.


  2. Estabeleça Conexões Genuínas: Não se trata apenas de “evangelizar” enquanto se pratica um hobby, mas de ser uma presença autêntica e verdadeira. Isso envolve ouvir, demonstrar empatia e se envolver nas experiências dos outros.


  3. Esteja Aberto para Partilhar: À medida que essas amizades se formam, naturalmente surgem momentos para compartilhar sua fé. Quando as pessoas perceberem sua autenticidade e o modo como você vive, a conversa sobre Jesus pode surgir de forma orgânica.


  4. Exemplo de Vida: Não é só o que você diz, mas como você vive que será o maior testemunho. A maneira como você age, a integridade com que lida com desafios e a graça que transborda em suas interações podem ser um reflexo poderoso do amor de Cristo.


Nosso chamado é viver em meio às pessoas, e não isolados em nossos círculos. A missão cristã é ativa e relacional. Ao nos envolvemos com aqueles que não compartilham nossa fé através de hobbies e interesses em comum, nos tornamos mais próximos deles, não como juízes, mas como amigos que demonstram o amor de Cristo de maneira prática. A missão não acontece apenas em momentos formais de evangelismo, mas nas interações cotidianas, nas conversas informais e nas amizades genuínas.


Jesus nos chama a sermos como Ele — a ir para onde as pessoas estão e caminhar com elas, estabelecendo relacionamentos que abram portas para o evangelho. Que possamos fazer de cada hobby, de cada momento com os outros, uma oportunidade para compartilhar o amor de Cristo de forma sincera e eficaz.


Apelo Final: Cristo Voltará – Esteja Preparado!


Querido irmão, querida irmã…

Enquanto o mundo corre apressadamente atrás de suas conquistas e distrações, a Palavra permanece firme como uma rocha imutável:

“E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.” (Apocalipse 22:12)

Essa não é uma metáfora. Não é uma figura de linguagem. É uma promessa real.

Jesus voltará.


E quando Ele voltar, não virá como o carpinteiro de Nazaré, nem como o mestre silencioso entre os pobres, mas como o Rei da Glória, Senhor dos Exércitos, com poder e majestade, para buscar os Seus.


Mas… quem são os Seus?

São aqueles que amam a Sua vinda (2 Timóteo 4:8).São aqueles que vivem a missão, não apenas a conhecem.São aqueles que entenderam que o maior sermão da vida é vivido ao redor de uma mesa, ao lado de um vizinho, em uma padaria local ou durante uma caminhada no bairro.

A Urgência da Missão


O tempo não é mais um recurso abundante.Estamos no fim da linha profética.Vivemos entre o “já” e o “ainda não” do Reino.E a missão não é uma opção.É uma ordem amorosa do nosso Senhor.

“Ide por todo o mundo…” (Marcos 16:15)Mas também:“Ficai na cidade… até que do alto sejais revestidos…” (Lucas 24:49)

Ou seja:Vá até os confins do mundo.Mas comece com seu vizinho. Com aquele colega de trabalho. Com aquela pessoa na fila do mercado. Com aquele amigo que você evita chamar para jantar porque “ele pensa diferente.”


O Exemplo do Mestre


Jesus comeu com Zaqueu, sentou-se com pecadores, tocou os intocáveis, ouviu os esquecidos.


Ele caminhou com pessoas reais, em lugares comuns.Ele amou a cidade, chorou sobre ela (Lucas 19:41), e desejou acolher seus filhos como a galinha abriga os pintinhos debaixo das asas (Lucas 13:34).


E se Ele fez isso…Por que nós não faríamos?


O Chamado


Hoje, Deus está chamando você para sair da bolha religiosa.Para cruzar a rua.Para abrir a porta da sua casa.Para pôr mais um prato na mesa.


Não para converter pessoas em argumentos.Mas para amar com gestos.Para plantar sementes eternas em corações humanos.


Não há mais tempo para viver um evangelho de domingo.A eternidade está próxima.Cristo virá — e virá buscar aqueles que estiveram a Seu serviço… mesmo nos lugares mais simples e nas formas mais discretas.


Decisão


Talvez você esteja esperando uma grande oportunidade, um ministério oficial, um cargo na igreja.


Mas Jesus te diz:

“O campo é o mundo.” (Mateus 13:38)

E a missão começa onde você está.Na sua rua.No seu prédio.Na escola dos seus filhos.No grupo de caminhada.No restaurante onde você sempre almoça.


Convite


Hoje, eu quero fazer um convite.Simples, mas transformador:


  • Convide alguém não cristão para um café.

  • Ore por seus colegas de trabalho.

  • Sirva sua cidade.

  • Ame seus vizinhos.

  • Caminhe com as pessoas.

  • Viva como se Jesus fosse voltar amanhã — porque talvez Ele volte.


E quando Ele voltar, que te encontre em missão.Com as mãos sujas de serviço.Com o coração cheio de compaixão.Com o lar aberto e a mesa posta.

“Bem-aventurado aquele servo a quem o Senhor, quando vier, achar fazendo assim.” (Lucas 12:43)

O tempo de agir é agora.Não espere a grande chance.A missão é hoje.

Cristo virá. Esteja pronto.E leve quantos puder com você.


Você está pronto para o que está por vir? Já está a caminho?
Você está pronto para o que está por vir? Já está a caminho?

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